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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

@MiguelNicolelis fala sobre matéria da Folha

Há pouco mais de uma hora, neurocientista Miguel Nicolelis, através de seu perfil no twitter, deixou alguns comentários sobre a notícia da Folha de S.Paulo, que publicamos mais cedo aqui, dando conta da separação entre o grupo de cientistas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal e o grupo da UFRN.









Conversei com Miguel.  Ele me garantiu que nada muda em relação ao funcionamento do IINN e que deve dar uma entrevista esta semana.  Além disso, Nicolelis recebeu apoio da reitora Ângela Paiva que deve, ainda hoje, divulgar uma nota pública sobre o tema.  Miguel disse que a resposta que ele pode dar à polêmica é mostrar sua produção científica e a luta desenvolvida em Natal, em prol do Instituto e do desenvolvimento social e educacional das crianças atendidas no projeto.
É minha opinião que o fato de procurar a Folha de S. Paulo tende a mostrar que os pesquisadores que saem, liderados por Sidartha Ribeiro e Sérgio Neuenschwander, procuram holofotes.  
Avalio, pessoalmente, que há um conflito relacionado à dificuldade de se adaptar de alguns às regras rígidas de um contrato de parceria público-privada que tem restrições de acesso, de disponibilidade e relativas a sigilo e cláusulas de confidencialidade.  Quem trabalha em áreas de pesquisa estratégica deve entender que as regras devem ser tão rígidas quanto o potencial de perdas provocado por vazamentos.

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