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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#HomofobiaNao: Primeiro senador homossexual casado da Argentina luta por direitos iguais

Da agência EFE, através do UOL:


Um defensor dos direitos homossexuais, que luta "pela igualdade" se transformou no primeiro senador homossexual casado na Argentina, o primeiro país da América Latina a habilitar por lei a união entre pessoas do mesmo sexo.

O advogado Osvaldo López, de 39 anos, cumpre suas primeiras horas como senador nacional rodeado de papéis e projetos que planeja impulsionar, entre os quais figura um novo regime de serviços financeiros e a possibilidade que travestis e transexuais possam mudar o nome com o qual foram registrados em seu documento de identidade, explicou nesta quinta-feira à Agência Efe.

López, do partido de centro-esquerda Nuevo Encuentro, representa a província da Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, onde em dezembro de 2009 foi oficializada a primeira união entre pessoas do mesmo sexo graças a um decreto governamental que permitiu que Alex Freyre e José María di Bello se casassem.

Meses depois, em julho do ano passado, o Parlamento argentino aprovou o casamento homossexual como argumento de um forte debate que enfrentou a rejeição da Igreja e de setores políticos conservadores.

López se casou em 10 de outubro do ano passado com seu parceiro, Javier Calisaya, na Terra do Fogo, no que constituiu o primeiro caso de um funcionário da província que se casou com uma pessoa do mesmo sexo, após a sanção da lei.

Ambos se conheceram por sua militância em Ushuaia, capital da Terra do Fogo, e estão juntos desde 2005. O novo senador não descarta inclusive adotar um bebê, tal como a lei habilita, embora reconheça que para isso deverão "adaptar" sua vida à paternidade já que "às vezes a condição de militante e funcionário não permite dar o tempo necessário para um filho".

A união de López foi um dos cerca de 3 mil casamentos homossexuais que foram celebrados no primeiro ano desde a aprovação da norma, apesar de juízes de alguns registros civis do país se resistiram a realizar a cerimônia.

"Se uma pessoa deve ser condenada ou acusada é pelo que faz na vida pública e não no âmbito privado. Eu nunca andei com um cartaz na testa, mas também não permiti que me discriminassem", conclui o político que milita desde os 16 anos.

Sua militância fez com que em 2007 assumisse como legislador da Terra do Fogo, cargo que exerceu até nesta quarta-feira, quando assumiu o posto de primeiro senador homossexual casado do país.

Na Argentina há 2,4 milhões de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, o equivalente a 6% da população (40 milhões de habitantes), o que supõe que 1% dos membros da comunidade homossexual se casou após a nova normativa, segundo dados de entidades do coletivo.

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