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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaMicarla: O nome da esquerda

Após ter publicado ontem esta nota e esta outra, considero que devo alguma satisfação aos meus poucos leitores fiéis.  A opinião que vou dar a seguir é minha opinião particular, não traduzindo, evidentemente, qualquer consideração ou intenção do partido em que milito, o PC do B.
Tenho muita clareza que os dois mais preparados quadros da esquerda potiguar com possibilidades de exercer excelente gestão na prefeitura municipal de Natal são George Câmara e Fernando Mineiro.  Uma vez que não se cogita a possibilidade da candidatura de George, evidente que nos resta o nome de Mineiro.
O mandato que Mineiro exerce na Assembleia Legislativa é referência em termos de discussão e consolidação de políticas públicas de viés popular.  Seu site é dos mais completos do estado, por exemplo, e é referência em documentos sobre temas como economia solidária.
Não sendo um nome consolidado em disputas majoritárias, Mineiro é uma incógnita para a eleição 2012 no que se refere a desempenho e conquista de votos.  Nesse quesito, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) surge como favorito.  Mas levando em consideração o que disse aqui, prefiro apostar na possibilidade da disputa político-ideológica do nome de Mineiro como alternativa para retirar a cidade do lugar caótico em que se encontra hoje.
Apesar disso tudo que disse acima, reitero a minha opinião expressa ontem: se o campo composto por PDT, PT e PSB (com apoio do PC do B) forem à disputa de 2012 separados, a pulverização contribuirá para o fortalecimento de candidaturas à direita e, até mesmo, da possibilidade de reeleição (muito pequena, é verdade) da prefeita Micarla de Sousa (PV).  Um risco real à cidade. 

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