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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaMicarla: Em honra aos que lutaram

O texto a seguir foi originalmente publicado em 17 de junho, no meu antigo endereço:


Acampamento Primavera Sem Borboleta comemora decisão do STJ
Hélio, Natalias, Vani, Mel, Gustavos, Halan, Adler, Dayvsoon, Mozart, Emanuell, Marcos, Daniéis, Gilson, e centenas de outros. Há algumas semanas não nos conhecíamos. Hoje, somos filhos da mesma luta, companheiros, irmãos e parceiros da democracia.
Éramos e somos diversos. Mas juntos, somos fortes. Éramos e somos diferentes, mas a possibilidade de construirmos uma forma democrática ainda mais radical nos pôs todos juntos no mesmo pátio.
Jovens, mulheres e homens de lutas!
Construímos um momento histórico único. Estamos, anônimos, ao lado dos heróis de 35, dos avanços populares de Djalma Maranhão, dos ocupantes da reitoria da UFRN em 84, de todos os lutadores que tombaram na luta democrática.
Em honra a Juliano Siqueira, debilitado mas acampado.
Em honra à memória de Emanuel Bezerra, José Silton Pinheiro, entre outros.
À memória de meu pai.
PRESENTE!
A vitória jamais será esquecida!

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