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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#FLIP 2011 - Íntegra da mesa O humano além do humano

Conceição Oliveira publicou a íntegra do áudio da mesa 4 da FLIP 2011, O humano além do humano.


Abaixo, a íntegra da palestra do neurocientista brasileiro – Miguel Nicolelis – e do colunista machista da Folha, Pondé, que também se apresenta como filósofo. Vale a pena até ouvir a longa e chata  fala blasé de Pondé para ouvir Nicolelis falar da experiência do instituto que dirige em Macaíba, RN.
Para Nicolelis Educação nos dias atuais é um produto que tentamos vender pra quem não quer comprar. Essa geração é mais proficiente em tecnologia que a geração de seus pais.
A Escola do Cérebro, em Macaíba, próximo a Natal, de acordo com o neurocientista, é um casamento sacramentado pelo STF entre Paulo Freire e Santos Dumont.
Nicolelis fala sério brincando: se Santos Dumont tivesse ido para a escola, desde o jardim da infância, jamais teria voado, seria desestimulado pelos seus professores, prestaria vestibular e faria Fisolofia (pausa para rir da sacaneada que Nicolelis dá em Pondé nesta passagem).
E diante da desesperança e chatice de Pondé, Nicolelis apresenta a escola do cérebro em Macaíba como um micro experimento de ‘nação’, nada a ver com Estado-Nação ou projetos totalitários, mas com uma perspectiva de educação transformadora que poderia se tornar realidade em todo o Brasil. Enjoy!




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