Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#AdeusRT: Fim de casamento?

Da Carta Capital:


Em entrevista recente a CartaCapital, o jornalista e apresentador Juca Kfouri, maior desafeto do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, narrou a frustração que sentiu ao ver o cartola de braços dados com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um amistoso da seleção brasileira contra o Haiti, em Porto Príncipe, em 2004.

Pelé, ente Dilma e Teixeira: escolha de embaixador da Copa pode representar a distância entre o governo e a CBF até 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A união entre o governo e Teixeira, no poder da entidade desde 1989 e desde então colecionador de acusações de todo tipo – como a de receber propina de uma empresa já falida em troca de publicidade durante a Copa do Mundo – contrastava com uma promessa feita quando Lula lançou o estatuto do torcedor e prometeu que nunca mais jornalistas como Kfouri se queixariam dos maltratos sofridos pelos fãs do futebol nos estádios do País.
Na mesma entrevista, porém, ele confidenciou um alento: o de que a atual presidenta, Dilma Rousseff, não nutria admiração alguma pelo mandatário do futebol, que distribuiu aliados – da filha ao assessor de imprensa – no comitê organizador da Copa do Mundo de 2014.

Se um gesto simbólico, naquela ocasião, indicava a aproximação, um outro aceno foi feito neste sábado 30, dia em que o Brasil realizou o sorteio das chaves para as Eliminatórias do Mundial.
Na cerimônia que reuniu artistas, políticos e alguns dos principais nomes do futebol nacional, como Ronaldo e Zico, Teixeira foi recebido com frieza dentro da própria festa. E a recepção foi feita por ninguém menos que a presidenta da República.
Como se confirmasse a percepção de que o cartola de fato não conta com a simpatia da presidenta, Dilma dispensou a ele apenas um tratamento protocolar. No discurso mais importante da tarde, o homem mais poderoso do futebol foi lembrado apenas como “senhor Ricardo Teixeira” – num ato falho da presidenta, proposital ou não, que não o citou como presidente do comitê organizador do Mundial.
Alvo de protestos do lado de fora da Marina da Glória, onde foi realizada a cerimônia, Teixeira não foi sequer chamado para o palco no início da apresentação. Ficou, com a cara de poucos amigos de sempre, sentado numa fileira ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blattler.
O gelo foi derretido quando ela se dirigiu a Pelé, recém-nomeado embaixador da Copa no Brasil, e a quem Dilma não poupou honrarias. Em sua fala, o Rei do Futebol foi lembrado como “meu querido”, e “inesquecível”.  O craque, que mantém relações instáveis com Teixeira, foi aplaudido de pé.
Foi dessa maneira que, na festa da cartolagem, a presidenta avisou, a seu jeito, que o futebol é feito por quem está, ou pelo menos já esteve, em campo.
“O Brasil continua a ser identificado como o país do futebol. E isso nos envaidece. Nós amamos o futebol. Ganhamos cinco Copas do Mundo e aqui nasceram muitos dos maiores craques de todos os tempos”, lembrou Dilma.
De acordo com a agência Reuters, durante a cerimônia, a presidente criou um clima de constrangimento ao decidir inicialmente ficar isolada em uma sala VIP, para evitar contato com o presidente da CBF. Era uma resposta ao “gelo” dado pela CBF a Pelé, que só foi convidado para o sorteio da Fifa pelo Palácio do Planalto.
Convite
Em seu curto discurso, Dilma exaltou a situação econômica do País e convidou “os povos do mundo inteiro a conhecer o Brasil e os brasileiros”.
“Encontrarão um Brasil muito bem preparado para realizar a Copa. Com toda a infraestrutura necessária: transporte, tecnologia de comunicação e muita segurança”, prometeu.
“Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014”, finalizou a presidenta.

Comentários

Postagens mais visitadas