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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Jabor falou e disse no Jornal da Globo, agora há pouco. Severino Cavalvante não é engraçadinho ou folclórico: é um atentado contra a democracia. Precisamos fazer alguma coisa para tirá-lo de cena, tirá-lo daí. Anteontem mesmo ele disse que o estupro é um acidente e que é um mal menor. Ele nunca foi estuprado, mas pode já ter estuprado. Mulheres devem se casar virgens, disse o presidente da Câmara. Logo, uma mulher estuprada deve se matar ou morrer sozinha. Sei não. Ontem, Cavalcante quis remediar o que disse sobre o estupro ser um acidente. Falou que o estupro é um acidente porque pega as mulheres desprevinidas. Certo: o estupro, na cabeça de Severino, acontece mais ou menos assim: Moça, eu agora vou estuprar você. e a moça se deixa violentar. Ah, sim: violência é um termo equivocado. Estupro não é violência: é acidente. Não se usam armas, não se deixa marcas.
Precisamos tirar Severino da cena pública. É terrível vê-lo e ouví-lo.

Comentários

  1. Argh, cara idiota. É uma coisa ter pensamento antiquado (até na idade média o desrespeito a uma mulher era considerado algo gravíssimo). O problema desse Cavalcante é que ele é um IDIOTA mesmo. Aqui que o estrupro é um acidente, ó.

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