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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Sentimentos honestos

Eu ainda estou revoltado e me queixo de Deus.

Jó 23. 2.

Que palavras de tremenda honestidade emocional! As palavras de Jó marcam sua tentativa de se despojar de qualquer máscara, em nome de qualquer religiosidade, diante do Deus vivo. Ele admite que está revoltado contra Deus. Admite, sem medo. Sem medo de qualquer moralidade religiosa que possa lhe dizer que isso é pecado. Sem medo de qualquer discurso espiritual que lhe diga que isso não pode acontecer, é desrespeito, é falta de fé.

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