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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Nunca mais escrevi no blog. Fui à Fortaleza. Voltei de Fortaleza. Entreguei uma primeira versão da revisão bibliográfica de minha dissertação. Tenho tentado manter minha vida aos pés da cruz de Cristo mas cotidianamente é mais difícil.

Quinta fui a um show do Oficina G3. Recuperou minhas esperanças em shows evangélicos. Eu pude sentir a presença de Deus na vida daqueles caras. Eles são dedicados mesmo a fazer a vontade de Deus. Por outro lado, pude constatar a superficialidade da vida de nossos jovens. Ou seja, a superficialidade da vida de gente como eu. Da minha própria vida. Eu estava ali vendo a Palavra de Deus ser pregada de uma maneira altamente contextualizada. Muitos estavam ali pulando ao som de uma música cuja letra passava despercebida.

Na hora da mensagem, trazida pelo tecladista Jean Carlos, o louco, boa parte do público sumiu. Como os jovens fazem em tantas das nossas igrejas, a festa para aquela galera não incluía a Palavra.

Vamos morrer desnutridos, sedentos. Vamos morrer de sede e de inanição. Não por que não haja comida e bebida disponível (Jesus disse que era a nossa comida e a nossa bebida), mas simplesmente porque estamos virando as costas para a mesa farta que está posta em nosso deserto. A coisa que mais valia a pena na quinta-feira passou totalmente despercebida para boa parte de nós. Pena.

Comentários

  1. Fala Daniel,
    demorô heim!
    G3. tudo d bom. assisti um show dos kras aqui no rio e realmente eles mandam vê. qnt a presença evangélica nesses shows...
    sobre a superficialidade q vc postou:
    escrevi minha monografia sobre juventude e religiosidade focado nas juventudes evangélicas.
    resumindo: o q está acontecendo (como já vi e senti em shows evangélicos) é culpa da própria igreja q valoriza o discurso e não a Graça. A igreja não conhece a graça. Só a lei. Portanto, desta equação doida o q surge é um vulcão que explode seu magma interior em algum lugar. Daí os shows servirem a essa catarse coletiva. Tudo de se vê lá porque lá é a explosão "permissível". Bem, há muito a falar sobre isso, mas paro aki. Abraços, Vando, www. pensamentojovem.com

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