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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Na verdade, com tudo que temos vivido, gostaria de postar uma letra de Amaury Fontenele (Mas fazê o quê), por significar algumas das coisas que podemos ver atualmente no meio do povo. Mas o problema é que se trata de um rap, ou seja, é uma letra enorme e não a encontrei publicada em qualquer lugar que fosse na Internet. Mas uma das coisas que ele diz é que tá na hora de se unir e se amar, tá na hora de quebrar as barreiras, se concentrar no Evangelho, no que não se discute, não ficar por aí discutindo por besteiras.

Comentários

  1. Se eu ouvi falar em João Alexandre? Eu gosto de Amaury Fontenele, mas sou fã de João Alexandre. Páginas atrás postei músicas dele aqui.

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