Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal
Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
eu nem tinha visto, até q vc falou aqui... já ia perguntar onde hehe mas muito bem dito.
ResponderExcluirEntendo o que quiz dizer, mas fiquei curioso com seu conceito de utopia.
ResponderExcluiru.to.pi.a sf (gr ou+topo3 +ia1)
1 O que está fora da realidade, que NUNCA foi realizado no passado NEM PODERÁ vir a sê-lo no futuro. 2 Plano ou sonho IRREALIZÁVEL ou de realização num futuro imprevisível; ideal. 3 Fantasia, quimera.
Apesar de entendê-lo, receio chamar de utopia, chamaria loucura, assim como Jesus.
Utopia já foi minha palavra para cristianismo. Hoje não mais é. Hoje não gosto nem da palavra cristianismo, crente, evangélico e todoas essas sub-culturas religiosas.
ResponderExcluirPrefiro hoje as palavras conforme a Bíblia: O Reino está entre nós através da Graça. Taí: Reino e Graça, duas ótimas palavras para viver e não aceitar o rombo histórico q fizeram constantino e suas filiações históricas (pioradas um pouco mais pelos evangélicos neopenteca). Ainda q R. Cavalcanti diga q utopia não é o irrealizável mas simplesmente o ainda não q é o termo mais correto. Abraços. vando (www.pensamentojovem.com)