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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Funciona mais ou menos assim. Primeiro uma situação nos estressa. E o tempo fica reduzido e achamos que podemos nos atrasar. Seja simplesmente para o cinema, para caminhar na praia, ir à aula ou à igreja. Agora, temos menos de uma hora para chegar ao destino.
Então, não tem Frontal que dê jeito. Você sente como se a traquéia ficasse bloqueada, não consegue respirar, sufoca, tem medo de apagar, de morrer, sufoca mais... Bom, o melhor é parar de descrever isso porque minhas mãos já estão suando.
Sinto-me mal. Passei o dia no computador escrevendo coisas do mestrado. Atrasei-me para sair para a igreja. Cheguei dez minutos após a hora marcada do culto, mal conseguindo respirar. E foi assim por cerca de uma hora de culto. Depois, uma leve melhora. Agora, após assistir Uma mente brilhante na Fox, ainda estou um pouco mal. Já tomei meu Frontal e logo logo estarei dormindo.
Escrevi isso porque quis compartilhar um pouco de minha doença com vocês. Talvez para não me sentir mais tão sozinho em meu quarto. Preciso de uma companhia aqui.

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