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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Aos 25 anos eu tenho me descoberto cada vez mais apaixonado pela minha terra e pelo meu forró. E tenho me descoberto fã de Luiz Gonzaga. Por isso, uma das canções mais bonitas do velho Lua:

A vida do viajante
(Luiz Gonzaga & Hervê Cordovil)

Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei

Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação
E a saudade no coração

Minha vida é andar por este país ...

Mar e terra, inverno e verão
Mostro o sorriso, mostro a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração

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