Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Admito que sou noveleiro. Adoro novelas. E tenho adorado Chocolate com Pimenta. Desde que Miguel começou a falar em consertar seu balão eu tenho apostado aqui em casa em um final tipo Roque Santeiro para a trama: Aninha vai ter de escolher entre ir embora com um ou ficar com o outro que sempre foi o grande amor de sua vida. Aliás, essa história não é original de Roque, Porcina e Malta. Vem de Casablanca.
A decepção com o final de Roque Santeiro foi tão grande aqui em casa (todos queriam que Porcina fosse embora com Roque) que ninguém assistiu a novelas por alguns anos.

Comentários

Postagens mais visitadas