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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Por um lado estou pronto para viver um amor. O coração está livre, a alma está pronta e carente. A vida como se estivesse incompleta. Quero de Deus alguém para cuidar e que também cuide de mim.
De outro lado, nem tanto. Como seria um romance agora? Como seria mestrado, ministério na igreja, vida em família e um namoro? Como conciliaria? Que tempo teria? E com quase 25 anos, já disse, não posso enrolar muito tempo quem quer que seja.
Dilema.
Amor.
Vida.
Quem viria me socorrer?

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