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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
24 horas terminou a pouco na Globo. E conseguiu se recuperar. Na semana passada, a emissora dos Marinho havia fundido dois episódios em um. Eu enviei um e-mail para eles. E, para minha surpresa, este e-mail foi respondido, informando que hoje a série voltaria ao normal. Não devo ter sido o único a reclamar.
E ela voltou mesmo ao normal. E voltou a empolgar. Não vou descrever aqui de novo porque gosto de 24 horas, pois já fiz isso anteriormente.
Aproveito para comentar sobre o episódio de Desaparecidos que o SBT exibiu ontem. Um soco no estomago muito bem dado na xenofobia paranóica dos órgãos de segurança norte-americanos depois do 11 de Setembro. O episódio terminar com a morte de um médico saudita, inocente, pelas mãos do FBI (que precisava cumprir protocolos) falou mais que muitos discursos.

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