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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Diante do chamado de Deus, o profeta Jeremias tenta se eximir dizendo não passar de uma criança.
Há tempos eu tento viver a maturidade que a minha idade faz com que os outros esperem que eu tenha. Próximo a completar 25 anos, imagino que devesse ter o equilíbrio na cabeça, nas ações que me possibilitassem não perder a consciência a cada instante nem romper os limites do ponderável em minhas relações.
Ontem me mostrei menos, bem menos, maduro que imaginava ser ou estar. Agi e senti como uma criança de 12 anos, tomando os pés pelas mãos, precipitado, angustiosamente comprometendo aspectos que, de outro modo, seriam bem interessantes na minha vida. Pus a perder na minha imensa infatilidade o compromisso e a maturidade que imaginava ter construído.
Ontem, criança, percebi que a idade não é condição de maturidade. Percebi que infantilmente me expus demais. O que foi ruim e ainda pode piorar.

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