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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
As corrupções nos cleros já datam de tempos bíblicos. Angustia-me, às vezes, porque fazemos vistas grossas a toda canalhice que acontece por aí. A IURD é um exemplo, já que muitas igrejas ditas sérias não têm disposição para questionar suas práticas. Adotam a política dos panos quentes. A ética contemporânea está na bunda. Vivemos tempos em que a estética de tchans vale mais que a ética de vidas reais e comprometidas com a verdade, já dizia Carlos Queiroz. E isso é lamentavelmente verdade no que se refere a igrejas. A estética do lucro (material e simbólico), o poder e o ter sobrepujam a ética da vida, que deveria ser compromisso primordial dos cristãos. Só que acontece que muitos de nós servimos Mamon e deixamos Deus de lado. Edir Macedo, bispo Rodrigues, R.R.Soares e trupe que o digam

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