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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Sábado passei por um momento de frustração que me conduziu à reflexão. Em uma livraria percebi que desejava comprar alguns daqueles volumes mas... não tinha dinheiro.
E não tinha dinheiro porque apesar de estar trabalhando há dois meses não tenho recebido salários. Logo, meu trabalho semi-voluntário tem me prejudicado.
Essa reflexão me conduziu a uma conversa com meus chefes. Eles vão ver o que podem fazer para melhorar essa situação. Tenho o maior prazer de trabalhar no jornal mas como profissional é difícil não receber salários.

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