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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Para bom entendedor ...

Isso
Tony Belloto

Isso
Que acontece com a gente
Acontece sempre com qualquer casal
Isso
Ataca de repente
Nao respeita cor, credo ou classe social

Isso, isso

Parecia que nao ia acontecer com a gente
Nosso amor era tao firme, forte e diferente
Nao va dizer
Que eu nao avisei voce
Olha o que vai fazer
Nao va dizer

Nao adianta mesmo reclamar
Acreditar que basta apenas se deixar levar

Isso
Que atrapalha nossos planos
Derrubou o muro, invadiu nosso quintal
Isso
Passam-se os anos
Sempre foi assim e sera sempre igual

Isso, isso

Parecia que nao ia acontecer com a gente
Nosso amor era tao firme, forte e diferente
Nao va dizer
Que eu nao avisei voce
Olha o que vai fazer
Nao va dizer
Isso...

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