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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coracao de Jerusalem, bradai-lhe que ja e vindo o tempo da sua milicia, que a sua iniquidade esta perdoada e que ja recebeu em dobro das maos do Senhor por todos os seus pecados.
Isaias 40. 1-2

E indubitavel que vivemos em um tempo em que sofrimento e dor, mal e angustia estao presentes na ordem do dia. Seja aqui, seja no Oriente Médio. Mais ainda, seja na vida pessoal de cada um de nos.

Vivemos tempos em que a dor e nossa companheira diaria na caminhada. Compreendemos que ela pode ser um instrumento util para o crescimento, para a maturidade. Mais nao e sobre isso que falamos.

Pensamos no sofrimento que o homem inflige ao outro homem ou a si mesmo. A dor da perda de um parente para a violência. O sofrimento decorrente de atitudes impensadas. A morte que traz o pecado a nossa vida.

Assim, entendemos ser essencial o nosso papel cristao nessa sociedade que sofre. Como igreja somos chamados a sermos arautos de uma boa nova, subirmos a montanha e gritarmos ao mundo: Cristo levou sobre si todo o sofrimento. Ele e Deus que compartilha conosco a nossa dor.

O cristao nessa sociedade necessita ser instrumento de paz e amor. Precisa dizer que é findo o tempo do remorso, da guerra. Precisa consolar o povo anunciado a paz com o Deus do universo. Precisa dizer que em Cristo o pecado esta perdoado, o sofrimento que dele advem esta completo.

Nao podemos ter postura diferente. Nem apagar a torcida que fumega, nao pisar na cana quebrada. Nossa mensagem nao pode servir neste tempo para o aumento da dor e do sofrimento do que caminha sem Deus. Ao contrario, sem gritar, sem esbravejar, precisamos anunciar a eles que caminho tomarem, que darem para receber tal consolo.

Consolai, consolai.

Nao digo que nao doa mais, que nao havera mais sofrimento. Apenas, e isso e importante demais, que Cristo vai conosco. Que ele nos consola. Que ele partilha a nossa dor. E tenho certeza que e mais atravessar a tempestade dessa epoca nos bracos de Jesus.

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