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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
O texto abaixo, publicado em 25 de janeiro, é um dos que me levam ao Conselho:

Mais um texto b?blico nos revela o Deus das revoluç?es:
“Deus derrama desprezo sobre os nobres e os faz vagar num deserto sem caminhos. Mas tira os pobres da miséria e aumenta as suas fam?lias como rebanhos.” (Salmo 107 41 – 42).
As nossas igrejas de mentalidade burguesa precisavam prestar mais atenç?o para textos como esse. E promover a revoluç?o, n?o o status quo. Mas parece cada vez mais dif?cil, se nossos l?deres adoram trocar de carr?es todos os anos e brigar na igreja por besteiras sem fim.


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