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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Minha alma (a paz que eu não quero)
O Rappa

A minha alma está armada
E apontada para a cara do sossego

Pois paz sem voz, paz sem voz

Não é paz é medo

As vezes eu falo com a vida

As vezes é ela quem diz



Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz

As grades do condomínio

São pra trazer proteção

Mas também trazem a duvida

Se é você que está nesta prisão



Me abrace e me dê um beijo

Faça um filho comigo

Mas não me deixe sentar

Na poltrona no dia de domingo



Procurando novas drogas

De aluguel neste vídeo

Coagido pela paz

Que eu não quero

Seguir admitindo



As vezes que falo com a vida

As vezes é ela quem diz

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