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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Pela segunda vez, assisti hoje o trabalho (análise) que a Dra. Olga Tavares sobre Matrix. Após Olga, uma outra doutora, do departamento de Artes, apresentou uma análise iconográfica da arquitetura da cidade no filme. E após tudo, os participantes debatemos Reloaded. Certamente, Matrix marca a história contemporânea, a cultura e, lógico, o cinema. O segundo filme, realmente, decepcionou a muitos. Quer dizer, a quem esperava muito dele. Mas pareceu consenso a todos (que, aliás, discutíamos o assunto na academia) que Reloaded parece ser um link entre o primeiro filme e Revolutions. (Meio óbvio isso, não?)

Mas as discussões me fizeram pensar em produzir algo, que não deve ser inédito, analisando Matrix, seus mitos e seus significados, a partir de pressupostos teológicos, em especial da Teologia da Revolução.

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