Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Dietrich Bonhoeffer, de quem já falei outras vezes, foi morto pelos nazistas, em um campo de concentração em 1944, por ter participado de um frustrado plano para assassinar Hitler.
Ele construiu uma parábola para justificar seu envolvimento no plano de morte, ele como respeitado teólogo cristão. Ele dizia que se um motorista louco estivesse conduzindo para a destruição um ônibus repleto de crianças, é obviamente lícito matar-se o motorista para salvar as vidas das crianças...
Bem, o mundo parece um ônibus desgovernado. E todos corremos riscos...

Comentários

Postagens mais visitadas