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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Aderaldo Catacão é o neoliberal clássico.
As suas tentativas de equilibrar as contas lembram nossas contemporâneas políticas neoliberais de equilibrar contas públicas, com cortes de gastos sociais e arrojo fiscal.

Tenho feito sacrifícios, economias,
mas já equilibrei a receita
com um mínimo de despesas!
Basta que eu lhe diga que, atualmente, eu não vou na casa de minha Mãe
para ela não visitar a minha
e não desequilibrar meu orçamento
com o aumento do feijão e da farinha!
Está ouvindo como é, Simão?
Você tem que me servir, senão fica malvisto!
E, para bem me servir, lembre-se disto:
eu, sou um homem que não dou esmola a ninguém,
e não visito a casa da minha Mãe,
para ela não visitar a minha!

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