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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Uma das questões mais intrigantes para os cristãos é a definição do que seja o pecado imperdoável, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Kierkegaard afirma que esse escândalo é considerar o cristianismo como fábula ou mentira, negando Cristo de duas maneiras: ou se afirma que ele é “um mito sem pretensão à realidade, “não tendo senão a aparência humana” (o que não passa de docetismo); ou se afirma que ele não passa de um homem, negando-lhe a natureza divina (racionalismo).

Esta negação de Cristo, do paradoxo, implica conseqüentemente a do cristianismo, do pecado, da remissão de pecados, etc.
Este tipo de escândalo é o pecado contra o Espírito Santo. Tal e qual os judeus diziam que Cristo escorraça demônios por meio do Demônio, assim também este escândalo faz de Cristo uma invenção do demônio.


O dinamarquês era extremamente radical.

O pecado contra o Espírito Santo é o pecado que ataca.

E assim, encerrei a leitura de “O desespero humano”.

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