Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Ouvi essa semana na tevê que a dívida pública brasileira atingiu US$ 881 bilhões! Isso me fez lembrar uma exegese feita por mim sobre o Ano do Jubileu (Levítico 25). Lembrou-me também um excelente livro que possuo sobre o assunto “Tempos de Graça: O jubileu e as tradições jubilares na Bíblia”, de Haroldo Reimer e Ivoni Richter Reimer (CEBI, Paulus e Sinodal). O livro é de 99, o que significa que os dados estão defasados:
“Você sabia que:
· A dívida que o Brasil tem com os bancos e outros agentes financeiros internacionais (dívida externa) fez com que, em 1997, o país pagasse 16 bilhões de dólares somente em juros. Este pagamento equivale a uma cesta básica durante todos os meses do ano para cerca de 12 milhões de famílias brasileiras. Em 31 de dezembro de 1997, a Dívida estava calculada em 196 bilhões de dólares. De acordo com o Banco Mundial, com 4 bilhões de dólares o Brasil poderia tirar 32 milhões de brasileiros da miséria?
· Em 1971, o Brasil devia 6 bilhões de dólares. De lá pra cá pagou mais de 160 bilhões de dólares e continua devendo quase 200 bilhões de dólares [hoje, 881 bilhões]. E em toda a história da dívida externa, o Brasil já pagou o equivalente a três vezes o valor daquilo que recebeu?
· Enquanto o governo brasileiro pagava 16 bilhões de dólares de juros somente em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce foi vendida por apenas 3,7 bilhões para cobrir parte do déficit público?
· Nos últimos três anos [i.e. entre 97 e 99], o Brasil pagou uma média de 50 bilhões de dólares de juros e amortizações da dívida externa? Então falta dinheiro para salários, educação, saúde, habitação ...? Ou falta vontade política para colocar toda a questão em novas bases, mais justas?”

(Sugiro também “Brasil de Cardoso: a desapropriação do país”, James Petras e Peter Veltmeyer, ed. Vozes)
O cerne da questão proposta é remissão. Perdão dívidas, já que dívidas escravizam e oprimem.
Ao final do sétimo ano farás uma remissão.
Este é o modo da remissão:
Todo credor que emprestar ao seu próximo alguma coisa remitirá o que havia emprestado; não exigirá tributo/juro do seu próximo pois a remissão do Senhor é proclamada.

(Deuteronômio 15. 1 – 2)

Comentários

Postagens mais visitadas